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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Projeto: 1 semana, 1 conto. Final- Amarelo e despedaçado.


Halloween. Todos com suas fantasias e decorações que ao menos tentam ser assustadoras. 
Para Molly era maravilhoso poder sair toda de preto sem que reparassem, já que era Halloween.
Ela estava indo ver Matty. Com os cabelos azuis á solta e suas botas desamarradas, ela não ligava, só queria abraçá-lo. 
Entrou em um táxi, o primeiro que vira. Disse o endereço que estava no bilhete, colocou seus fones e observou a cidade. Vivera tantos anos ali, mas era a primeira vez que percebera como as coisas haviam mudado, as lojas, casas, pessoas... Estava até disposta a mudar a cor do cabelo por uma mais chamativa!
Ela olhava pela janela e nem se dera conta de que o motorista a olhava estranho pelo retrovisor, ela estava desconfortável. Finalmente chega ao seu destino, deu seu dinheiro ao taxista, o olhar dele era o mais bizarro, desconfortável, amedrontador. Mortal.
Molly observara o prédio antes de entrar. Ele era bem velho, amarelo e despedaçado, como se o tempo houvesse passado para toda a cidade, menos para ele.
Entrou, porém não havia seguranças e nem recepção. Na verdade, não havia exatamente ninguém ali. Mas ela entrou mesmo assim. Também não havia elevador, então subiu todas as escadas até o 4º andar, o que foi dolorido, suas botas começaram a machucar os pés e ela estava ofegante, porém ansiosa para ver Matty.
Chegou no apartamento, a porta estava aberta, Matty estava lendo um grande livro preto em uma cama. Logo as pupilas de Molly se dilatam, ela fica parada na porta. Assim que Matty põe os olhos nela, dá um salto e corre para abraçá-la.
-Você veio! Garota... Eu pensei que não viria!- Ele diz, com um sorriso que mal cabe no rosto.
-Porque pensou isso?- Os olhos dela brilhavam estupidamente. 
-Na verdade, nem sei.- O sorriso some de seu rosto.
Eles se abraçam, se beijam, se deitam, se abraçam.
-Nem parece que será a última vez...- Matty diz, de um jeito assustador, como se fosse outra pessoa, como se alguém domasse seu corpo.
-Porque diz isso? Nunca será a última vez para nós.- Molly estava confusa.
-Você saberá.
Matty pega o celular, coloca uma música lenta, pega nas mãos de Molly.
-Me concede esta dança?
-Claro.
Ele a puxa e eles começam a dançar, Molly apoia a cabeça em seu ombro, ele a abraça forte contra seu corpo e tira uma faca de seu bolso, antes que Molly perceba.
-Tchau Molly, foi bom fingir todo este tempo apenas para este momento.
Molly cai no chão com a faca em suas costas. Talvez ela morreu de amor, mas é mentira. Matty nunca a amara.
Seu sangue corria no chão, brilhava e cobria seus cabelos, agora vermelhos. Uma pequena garotinha dançante pega em suas mãos e agora elas não estão mais aqui. Matty sorria.

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Esta história é de minha autoria.
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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Projeto: 1 semana, 1 conto. Parte quatro- Mais perto


Molly havia chegado de viajem há uma semana e nem sinal de Matty. Digo, nem uma mensagem, nem uma ligação, nem sinal de vida. O coração dela estava partido. Ela queria chorar e gritar, mas também não havia ninguém que pudesse amenizar sua dor, além de Matty. Ela o amava e isso era tudo o que ela podia pensar sobre.
Numa tarde super chuvosa, seus pais estavam no trabalho e seu irmão, na escola. Não havia mais nada a fazer. Já tinha visto todas as séries, seus amigos não estavam on-line e tudo parecia parado. Simplesmente deitou em sua cama, se escondeu em seus lençóis e adormeceu. Dando início a um sonho.
Ela estava em sua antiga escola, mas, era noite. E ela não estava sozinha - Matty estava lá. Ele estava lindo, e os dois estavam de preto, como a noite. Toda escola estava fechada, tudo estava escuro, todas as luzes estavam apagadas e tudo  que iluminava aquele pátio ao ar livre eram as estrelas e a lua, que parecia maior do que nunca. Molly apenas olhava nos olhos dele, e ele nos dela. Até que deitaram juntos no chão de concreto, que parecia mais confortável a amável do que nunca. Então, abraçados, observavam o céu. Eles não diziam nada, e nem precisavam, eles estavam juntos e isto era suficiente.
Molly acorda de repente. Todo o seu sonho desaparece do nada, e apenas o cheiro dele ficou voando pelo quarto dela.
Havia um barulho vindo de sua janela e seu celular tocava. Haviam cinco mensagens, todas de Matty. Molly sorriu e seu coração se encheu de algo inexplicável. Abrindo a janela para checar o barulho, o coração que já estava acelerado quase pulou para fora. Era Matty! Era ele! Molly saiu correndo em disparada para a porta, sim, desta vez era real. Então ela o viu, e os dois se beijaram. Desta vez não foi uma despedida e sim um:
- Oi!
Matty sorria, e Molly, assustada, também.
-Você quer entrar?
As palavras saiam e voavam de sua boca, e iam embora com o ar.
-Acho que o único motivo de eu ter vindo até aqui, sabe, foi para ver a decoração do seu quarto, mesmo.
Molly da risada, e o clima que estava chuvoso, parecia incrivelmente amarelo e feliz, não sei como, mas não havia sinais de que uma chuva havia passado por ali meia hora atrás.
Em seu quarto, eles se beijavam e nunca parecia ser o suficiente, apenas... azul (?)
Tudo estava melhorando a cada segundo - até a campainha tocar. O tempo parou, os lábios se separaram e os dois estavam assustados.
- Quem será?
Matty ainda sorria, garoto insolente.
- Vou ver.
Molly sai do quarto e abre a porta da sala. Era seu irmão. Ela tinha perdido a noção do tempo, já eram 17 horas e seu irmão tinha chegado da escola.
Matty sai do quarto, ajeitando a blusa e o cabelo.
- Molly, eu já vou. Se quiser me ver, tem um bilhete na sua cama.
O irmão dela apenas observava.
- Tchau, Molly.
Ele dá um beijo na testa dela e aperta a mão de seu irmão.
Em alguns segundos, ele não estava mais lá e Molly se sente vazia, como se uma droga deixasse de fazer efeito.
Seu irmão diz, com um sorriso idiota:
- Quem era, espertinha?
- Ninguém que te interesse.
-Seu dinheiro me interessa.
Ela já estava irritada, pois sabia o que ele queria.
- Cinco reais e eu não vi absolutamente nada.
-Okaaay.
Molly dá o dinheiro sujo ao seu irmão e volta para o quarto. O cheiro dele estava grudado em todos os móveis, fotos e livros. O bilhete estava sobre sua cama, num papel rosa e verde, dos post-its que ficam na escrivaninha. A letra dele estava ilegível, mas ainda parecia linda.

"Se quiser me ver, estou naquele hotel da rua 7, nº 37 no 4º andar.
Ei, já reparou no quanto os nossos nomes se parecem?
Te amo.
                                   -Matty."
Ela também o amava, muito.
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Este texto é de minha autoria.
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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Projeto: 1 semana, 1 conto. Parte três- Sorvete Azul


Molly tinha ido embora da cidade em que morava há alguns meses e todo mundo sabe disso.
É claro que Molly achava ter esquecido Matty, mas talvez isso nem fosse verdade.
Molly via e observava Matty ficar on-line diversas vezes, mas sequer tinha coragem para fazer algo.
Os dias passavam e passavam como um cachorrinho abandonado. A saudade de Molly era maior que qualquer coisa, então, cansada de resistir, ela decidiu falar com ele.
Resultado? Há, Molly está chorando por dentro. Matty foi frio como sempre. Molly quer ficar com ele, conversar com ele, mas e Matty? Molly precisa dele.
Os pais de Molly decidiram que ela poderia ir ver sua amiga, Lauren, que ainda mora na antiga cidade dela. Então, Molly conversa com Matty, e ele diz que adoraria vê-la.
Molly pega suas passagens e sua esperança, que parecia ser a maior bagagem da mala. E, ao invés de esperar por Lauren, Molly espera por Matty.
Ela sabia que deveria ver sua amiga, mas Molly sente muita saudade de Matty e isso transborda pelos olhos dela. Será que ela está errada? Nem mesmo ela sabe.
Molly espera na sorveteria, na qual havia combinado com Matty.
Toda a esperança de Molly se derrete, assim como o sorvete azul que ela pediu. Já tinha se passado 30 minutos depois do que eles combinaram, ele não apareceu.
Então Molly se agacha para jogar sua pá de sorvete no lixo, alguém aparece por trás e tampa seus olhos.
O coração de Molly pula, dispara, corre. O cheiro de Matty tomou conta de todo o lugar, então, quando Molly se vira, tudo o que ela vê é amor.
Ela se senta na mesa da sorveteria novamente, desta vez, de frente para Matty. Ele pede dois sorvetes azuis, Molly está derretendo.
Matty fala da escola, de seus livros e suas mudanças de cabelo. Molly fala sobre como tudo está tão péssimo, e sobre o cemitério que visita todas as noites. Então, o sorvete acaba.
Então, Molly se levanta da mesa e Matty a segue. Ela vai para fora da sorveteria e olha o movimento, ele está atrás dela.
Molly se vira e derrama suas palavras sobre Matty:
- Eu te amo.
Matty nem parece surpreso, apenas preocupado. Algo que eles dois sabiam é que não poderiam viver de amor morando tão longe um do outro, obvio que ela daria um jeito, mas e ele? Ele diz:
-Também te amo, mas você sabe, eu não aguento...
Molly o cala com um beijo. E o gosto do sorvete azul é tudo o que se passa na mente dos dois por longos segundos.
Molly iria voltar no dia seguinte para casa então precisava passar a noite em algum lugar. Dizendo isso á Matty, ele á convidou para a casa dele.
Molly tomou banho, jantaram e depois jogaram cartas. Ela achou estranho ele estar sozinho, mas ele explicou que os pais dele haviam viajado.
Molly dorme na cama de Matty, e ele na sala.
Ao acordar, eles comem miojo juntos. Matty a leva para o aeroporto, antes de partir, os dois se beijam e sentem o gosto de sorvete azul, por uma incerta última vez.
Molly entra no avião de volta para casa, lagrimas caem em seu rosto.
O que ela faria para sentir o gosto do sorvete azul mais uma vez...
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Este texto é de minha autoria
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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Projeto: 1 semana, 1 conto. Parte um: A dor de Molly.


Então Molly viu Matty.
Ele tava lá, sozinho, lendo.
Logo a curiosidade de Molly apertou, e ela comentou com sua amiga como ele parecia ser legal.
Não demorou muito para ela procurar por Matty na internet, e falar com ele. E ele era estupidamente legal, eles tinham tudo a ver, pareciam ser feitos um pro outro. 
E também não demorou muito para o Matty ficar amigo de todos os amigos de Molly, não demorou para eles brincarem de amar. Uma brincadeira, que acabou doendo tanto.

Eles tentavam ter o que tinham na internet fora da internet. Molly se apaixonava e desapaixonava mais todos os dias. E Molly o achava tão lindo, mas tão idiota.  Ela não sabia o que deveria sentir, ela queria ficar perto, mas sempre acabava mais longe. Ela agia como idiota, só pra se sentir péssima segundos depois. 

Molly machucava o Matty, Matty machucava Molly. A dor só feria e sarava todos os dias.
E ela teve que ir embora.
Foi embora para um pouco longe dali, e ela não sabia onde deveria estar, simplesmente desorientada, talvez com medo. E apareceu um garoto de olhos brilhantes, e Molly foi hipnotizada, achando estar sentindo o que é certo, acabou sentindo o que era errado. Talvez o olhar do garoto fosse falso e agora Molly precisa de Matty, mas ele não está mais ao seu alcance.

Será que Matty sente saudades? Será que ele sente sua falta? Será que ele conheceu alguém? Molly não sabe e talvez nunca saberá. A cabeça dela está flutuando em um oceano de erros, lágrimas, problemas e tristezas. Será que ele irá falar com ela algum dia? Será que ela sentirá o gosto dele algum dia?
Até lá, Molly estará sonhando.
E sonhando.
E ela até tentou se aproximar dele de novo, do jeito dela, do jeito dela não deu certo. E o que ela faz com o que sente? O que ela pode fazer com os sentimentos encurralados?
Eu a observo, com aquela jaqueta rosa e aquelas botas de combate, espero que ela combata seus sentimentos.  Ela é forte.
O que acontecerá com Molly e seu mar de sentimentos?

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Este texto é de minha autoria.
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
Final
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